A propósito do lançamento do livro “Ilustres de Lamego” (ed. Câmara Municipal de Lamego, 2006) da autoria de Armando Rica e Fernando Cabral – obra ligeira sobre uma infíma parte dos notáveis naturais ou ligados a Lamego, aqui fica uma sugestão de visita: o site TRIPLOV, gerido por Maria Estela Guedes, também ela notável escritora, natural de Britiande (consulte aqui). Entre vários artigos, trabalhos literários e científicos, algumas bases de dados bibliográficas, de entre as quais destaco a que refere a A. Almeida Fernandes, ligado ao Montemuro por inúmeras razões (na minha opinião o seu primeiro e único historiador).
Archive for the Lamego Category
"Ilustres de Lamego" & outros
Publicado em A. Almeida Fernandes, Biografias, Britiande, Lamego às Dezembro 24, 2006 por Nuno ResendeMovimento&medição: dicionário dos caminhos de Montemuro III
Publicado em Abel Botelho, Alagoa de D. João, Arouca, Aveloso, Lamego, Talegre, Tendais às Novembro 21, 2006 por Nuno Resende(Aveloso – Tendais) © Nuno Resende
…fastidiento e mal seguro peregrinar pela aspereza e a
solidão…Abel Botelho, “Mulheres da Beira”, 1898
Nossa Senhora dos Remédios, Festas de Lamego 2004
Publicado em Abel Botelho, Aveloso, Lamego, Romarias, Virgem dos Remédios às Setembro 7, 2004 por Nuno ResendeAgora que no encontramos em plena celebração das festas de Nossa Senhora dos Remédios, vem a propósito lembrar os romeiros que se deslocavam a Lamego, atravessando o Montemuro desde todos os pontos cardeais.
Abel Botelho, recorda-os n’ A Fritada, quando coloca uma das suas personagens a realizar uma das mais extensas travessias da serra, entre a aldeia de Aveloso, na freguesia de Tendais, e o «venerando burgo das cortes afonsinas». Seria de tal forma a afluência de romeiros que, em Setembro, as estradas e carreiros da serra se encheriam de gente que ia prestar homenagem àquela Senhora. Por certo a visão do escadório e da cidade seria, para alguns, – a habituados apenas à pacatez da aldeia – uma imagem que tão cedo se não apagaria da memória.
Mas quem fala na Senhora dos Remédios, não devia esquecer a Virgem da Lapa, umas léguas mais a Oeste. Uma e outra marcavam a paisagem e o calendário religioso da serra. E apesar de na Lapa o silêncio ser hoje uma constante, naquele que foi um dos principais santuários marianos de Portugal, ambas não foram esquecidas pelos literatos, como Abel Botelho ou Aquilino Ribeiro.
Dos livros que marcam a paisagem do Montemuro, continuaremos, doravante, a falar, abrindo para cada um deles uma pequena crónica literária.
Para não esquecer quem imortalizou estes e outros caminhos serranos.

